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domingo, maio 25, 2008

um velho amigo de um ano só; de volta a 2003

Dyego diz:
lembra de mim?

*

Carolina diz:
como andam os poemas?
Dyego diz:
a produção baixou
Dyego diz:
estou mais para as áreas exatas
Carolina diz:
e eu estou mais na prosa

*

Carolina diz:
o que você acha que eu sou? um peixinho beta, que tem memória de 2 segundos? haha

*

Carolina diz:
a gente era tão inocente e feliz
Carolina diz:
hehehe
Carolina diz:
e era tao divertido...
Carolina diz:
"pensar" que a gente tinha alguma preocupação
Dyego diz:
sabe que énisso que de vez enquanto eu penso
Dyego diz:
como eu me preocupava com o grupo da AJS, com a questao de ser articulador
Dyego diz:
era um conflito na minha cabeça
Carolina diz:
nossa... pensei agora... que no futuro eu vou pensar "como eu 'pensava' que tinha preocupações no tempo da faculdade..."
Carolina diz:
me confortou um pouco

*

Dyego diz:
hoje eu tb vejo que de uma forma diferente, mas mta coisa do mercado de trabalho e até de empresas, a gente aprendia lá dentro
Dyego diz:
eu soh queria ser um pouco mais maduro
Dyego diz:
pra proveitar melhor
Carolina diz:
ah...
Carolina diz:
sei lá.
Carolina diz:
acho que era praquele nosso momento. acho que ajudava a amadurecer.
Carolina diz:
pensando agora, muito de quem eu sou foi formada lá. porque eu entrei na ajs na época que eu tava formando minha personalidade "adulta" (deixando de ser a menina tímida que só chorava)

*

Dyego diz:
rsrsrsrs
Dyego diz:
bem timida você
Dyego diz:
tímida
Carolina diz:
nossa, demais.
Carolina diz:
você não me conheceu nos meus piores tempos.
Dyego diz:
não devo ter conhecido mesmoooooooooo
Dyego diz:
pq vc não era nada tímida quando te conheci
Dyego diz:
não mesmo
Carolina diz:
ahaha
Dyego diz:
bem espontânea
Dyego diz:
fala com todos
Carolina diz:
sim, isso já era eu pós-ajs!
Carolina diz:
(/amigos que fiz lá)

*

Carolina diz:
ai, sério
Carolina diz:
casais sociáveis são muito mais legais
Carolina diz:
e devem ser mais felizes e durar mais, também

*

Dyego diz:
rssrsrsr
Dyego diz:
vc é uma figura rara

*

Carolina diz:
aaaaai, que vontade de ter 15 anos de novo!
Carolina diz:
só um pouquinho. depois eu lembro como eu era bobinha...

*

Carolina diz:
nossa
Carolina diz:
eu lembro de coisas que ninguém lembra.
Carolina diz:
:P minha memória é ótima pra esse tipo de lembrança,

*

Dyego diz:
no meu aniversário vc me deu um libro
Dyego diz:
com poesisa brasileiras
Carolina diz:
nossa, do 1,99 :P
Dyego diz:
eu ainda tenho ele guardado
Carolina diz:
eu nao lembrava do que era. é bem plausível que seja de poesia
Dyego diz:
eu decorei canção do exílio nesse livro

*

Carolina diz:
nossa, to completamente transportada pros meus 15 anos
Dyego diz:
rsrsrs
Dyego diz:
era mto bom
Carolina diz:
foi muito bom.
Carolina diz:
pra mim cada ano tem uma "cara"... um clima, músicas, cheiros, cores...
Dyego diz:
verdade
Carolina diz:
é muito forte isso.
Dyego diz:
pricipalmente esse ano foi especial pra mim
Carolina diz:
uma vez eu abri um gloss de pessego que eu usava em 2003 :P voltam todas as lembranças. a mesma coisa acontece com musicas da época
Carolina diz:
dois rios, do skank... tocou no rádio, que tava tocando no buffet literário
Carolina diz:
vou sempre lembrar daquela sala com violetas quando ouvir essa musica

*

Dyego diz:
cada palavra que vc fala
Dyego diz:
me lembra mais de ti

*

Carolina diz:
nossa, lembro dos juris simulados no colégio
Carolina diz:
haha
Dyego diz:
e tentando convercer os outros a concordar comtigo
Dyego diz:
vc não pensou em fazer direito?
Dyego diz:
vc dominava nos juris

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Capítulo 1 - Verde e Listras

Ouvi dizer essa semana que todo mundo começou, algum dia, a escrever um livro. O meu foi aos 15 anos; romancezinho, como haveria de ser. E se as palavras não vêm a mim aos 18, deixo escrever aqui a menina. Ainda não consigo rir desses capítulos interminados. Olho para ela com certo orgulho, ainda, de irmã mais velha. Irmãs, com algumas coisas em comum. Mas, sem dúvida, pessoas distintas.

-

Era uma noite fria. Eu descansava sobre a rede, na varanda do casebre de veraneio, observando o mar. As ondas crepitavam nas pedras, a lua minguava numa luz pálida, cegando as estrelas. Eu não ouvia nada além do som do mar e do vento que soprava até ele. Então, ao longe, n’algumas pedras, eu distingui uma silhueta confusa, recortada sobre o gelo da noite clara.
E ela se aproximava... Parecia cintilar, conforme caminhava na minha direção. A uns poucos pares de braças distante de mim, parou. Era um rapaz, e era muito alto. Meu nariz deveria estar pela altura dos seus ombros. Seu rosto estava oculto, mas eu sentia uma expressão acolhedora naquelas sombras.
É como se fosse um amigo que o destino esquecera de me apresentar. Um amigo que finalmente, a caminhar, pausadamente se aproximava.
Debruçou-se sobre mim, perto o bastante para tocar meu rosto com seus cabelos lisos, de um negro ameno. Sua mão precipitou-se às minhas faces, e as sombras que cobriam suas feições começaram a se desvanecer...

O sol bateu à minha janela com um estrépito. Abri os olhos lentamente, e com a visão ainda embaçada, vi a hora... estava atrasada! Levantei de um pulo, e me vesti tão rápido, que não tive tempo de separar duas meias da mesma cor. Tomei minha xícara de chocolate quente, mastiguei precariamente uma torrada e, deixando um beijo no rosto de minha mãe adormecida no sofá, apanhei meu casaco de lã púrpura e saltei para a porta dos fundos. Ventava muito aquela manhã. Eu sentia meus lábios racharem enquanto eu caminhava até a escola. Mas meus pensamentos não se detinham no frio, nem na fome, tampouco nas meias ímpares. Até a expectativa do início daquele novo semestre fora varrido da minha mente naquela noite, no breve espaço de um sonho. Eu sabia que não fora um sonho qualquer. Mas isso não importava. Não ter descoberto a face daquele ente desconhecido me trazia raiva do sol, que me acordara nada mais que a tempo de ir para a aula.

Me aproximando da escola, encontrei vários amigos... pessoas que durante todas as férias, que passei isolada no sítio de meus avós, me fizeram muita falta. Eu gosto do campo, mas me fazia falta companhia. Alguns rostos estranhos passaram por mim, com um olhar envergonhado. “Alunos novos... por que são sempre tão esquivos?”, disse a Patrícia, quando uma garota de origem asiática esbarrou nela, pediu desculpas num tom inaudível, e saiu com o rosto da cor do meu casaco. A Patrícia e eu éramos amigas desde a sexta série. Eu a conhecia o bastante, para saber que em situação alguma ela seria encabulada. Pelo menos assim pensava. Já eu, eu compreendia aquela garota. As mudanças eram difíceis para mim, e apesar de ter alguns bons amigos, e me dar bem com quase todos meus colegas, eu era uma menina tímida. Quase morri ao ouvir aquela voz serena sussurrar ao meu lado “Oi, Rafa!”, na escada para o segundo andar. Uma voz que eu não ouvira durante aquelas três semanas de recesso.

Naquela manhã o auditório parecia mais cheio que no início do semestre anterior. Vários alunos haviam sido transferidos para o Colégio Mariano Pereira, já que a outra escola particular da cidade falira, sem nem poder terminar o ano letivo. Eu nem tive contato com nenhum deles nesse primeiro dia, tirando a japonesinha que esbarrou na Patrícia. Fiquei entre meus amigos na tradicional reunião “pós-férias”, e depois da aula de História, com a Sra. Fernandez, passei o intervalo também ao lado deles. Mas enquanto saía da sala, eu ainda tentava entender porque um garoto de óculos olhava para meus sapatos e ria durante a apresentação da professora. Eles eram novos, e eu os achava muito bonitos. Enquanto pensava nisso, fui puxada para o pátio pela Patrícia.

“- Vocês viram quanta gente nova? Estou adorando isso...
- Você tem razão, Giovanna. Tem uma menina na minha classe de Biologia... Mais linda até mesmo que você.
- No seu lugar, eu não pararia de investir na Giovanna, não. Se você disser um ‘oi’ pra essa menina, só vai vê-la sair com o rosto da cor de um tomate, igual à que topou em mim no caminho para cá... Como são acanhadas!
- Ai, Patrícia! Elas não conhecem ninguém aqui, não é à toa que ficam um pouco tímidas. Além do mais, não tira as esperanças do rapaz! Henrique, se quiseres uma ajudinha...”

Não me lembro muito bem da conversa. Eu estava completamente absorta no capítulo nove do livro de História. Falava dos mitos que o homem tinha a respeito do mar, e que o fazia temer os oceanos. Eu não era uma aluna estudiosa aos extremos, apenas me esforçava o suficiente. Mas História sempre foi minha matéria preferida, e aquele texto era mesmo muito bem escrito. Eu li com atenção sobre cada uma das criaturas marinhas que a humanidade tanto temia, e pensei que talvez viéssemos a descobrir que as pessoas não morrem. Que a morte é apenas uma crença boba. Parece absurdo, mas para os povos medievais, absurdo seria dizer que a Terra é redonda.

“Rafaela, você estava distraída quando calçou essas meias, não?”. Só aí eu me dei conta do motivo pelo qual aquele garoto ria de mim durante a aula. Não eram os meus sapatos. Eram as meias...
“- Ah! Eu acordei tarde, e me vesti muito rápido para me importar com a cor das meias.
- Mas então foi muita sorte pegar justamente uma verde-limão, e essa listrada com ratinhos, que sua tia lhe deu, e que você tanto odeia.”
Nessa hora, voltei a pensar no sonho. Todo aquele alvoroço tinha me dispersado. Nesse momento o sino para a aula seguinte tocou, e causou alvoroço suficiente para dispersar-me novamente.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Eu olhei para a tela do meu computador.

O fundo do aquário estava azul, e os peixinhos escuros. E numa pedra transparente aparecia uma data. 25 de novembro.

Olhei para o relógio.

12 traços e 2 pontos formavam a hora: 4:37
"Ainda nao acabou."

Nesse mesmo momento, eu ouvi um ruído. Um chuvisco começando a cair.
Eu sorri: "Nao acredito..."

Ainda com o sorriso no rosto, abri a porta de tela e fiquei na varanda vendo aquelas pequenas gotinhas. "Pena que nao é tao forte."

As 'pequenas gotinhas' foram se tornando mais espessas, mais pesadas, caindo com mais força. Foi, literalmente, a gota d'água. Eu me sentei na rede. Eu me deitei na rede. Meu sorriso cresceu. A água vinha na diagonal, molhando o chao, a rede, e a mim. Aos poucos as lágrimas chegaram aos meus olhos. Elas caíam, fracas e mortas comparadas ? chuva, e o sorriso foi desaparecendo.

Como o tempo passa rápido. E inacreditável quando pensamos "passou-se um m?s; passaram-se 4 meses..." Passou-se um ano. É forte, é intenso. Mas como uma chuva de verao, passa. E rápido.

Pouco a pouco as gotas voltavam a ser frágeis e modestas como no inicio, e entre as nuvens eu vi o sol. Em meio ?s lágrimas, sorri novamente. As gotinhas eram quase nada, mas eu nao ia sair de lá até a ultima cair. Olhei para o ch?o, que há pouco estava molhado. Nao estava mais. Como alguns raios de sol podem secar a chuva tao depressa? Enquanto a chuva minguava, as lágrimas se intensificaram. E eu nao sei até onde foi tristeza, até onde foi alegria.

Com o sil?ncio que crescia, eu ouvi um "plec!". Algo caía ao meu lado. Agora, no meu ombro. Olhei. Estava molhado. Eu já vinha sentindo essas gotas por um certo tempo. Olhei para cima algumas vezes, até que a vi: uma goteira. No meu telhado. Sobre a rede. Por que algo mais perfeito?

Voltei a sentar na rede. As últimas gotas eram as que escorriam do telhado. Eu as observei e, na verdade, estava pensando justamente em escrever aqui. Quando finalmente o ultimo som da água caindo fugiu dos meus ouvidos, entrei, e aqui estou. 5:27 . Agora sim, já acabou.

sexta-feira, abril 09, 2004

eeeeeEEeeEeeeEee!!! mais um poeminha!! esse aih eu escrevi antes do 3 buffet literario (2003)... no dia anterior... eu tava escrevendo uns comentarios, e me inspirei... escrevi 5 poemas seguidos! hehehe...
axo q daki a pokinhu vou publicar um fresquinho aki... toh meiu inspirada =P



Mudanca de Rumo

Minhas maos ainda suam,
Mas meus passos nao vacilam...
Eu sei o que quero,
Mas nao sei como o espero.

Tuas maos me congelam,
E teus abracos me derretem.
Tuas palavras me apaixonam,
E teus beijos so confirmam.

Meu coracao sabe quem es,
E segue teus pes.
Nao abandono meu destino,
Apenas o alcanco
Pelo teu caminho.

Carolina Faller Moura



espero q v6 gostem... eu axo gosto bastanti desse poeminha...
= ** bjaumzzzz miguuss! boum feriadu pra tds ;0)

quinta-feira, abril 08, 2004

Sonhos Ocultos


Sentimentos escondidos
Coracoes indecisos,
confusos, confundidos,
insensatos, imprecisos
Sentimentos sem sentido

Palavras no ar,
Palavras que deixamos de falar
Palavras que deixamos nos levar...
...Que morrem em um simples olhar

Pensamentos inseguros
Quartos escuros,
vazios, ocultos.

Sonhos improvaveis,
Sonhos inesperados
Que permanecem apenas sonhos
Que se esquecem,
desconhecem, mas que,
mesmo apenas sonhos, Permanecem

Carolina Faller Moura


Esse poeminha eh do ano passado... situacoes diferentes, hehehe...
mas eu gosto bastante dele.

gente, me dsculpem pelo tempo sem postar, como eu escrevi no recadinho q dxei ali no mural, ou eu toh hiper alegre, ou hiper pra baxo ultimamente... e isso muda d uma hora pra otra, entaum toh meio sem animo d fikr contando asc oisas q acontecem, ou mesmo fazer uma critica sobre um filmeee! q eu quero fazer ainda...
mas por enqnt, fikem com alguns poeminhas e pensamentos... hehehe!
bjusssss = ***