AVISO

esse blog não foi feito para você entender; sequer para você ler.
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sexta-feira, novembro 14, 2008

tic

Finalmente coloquei no papel: meu tempo está acabando. Me desespero! Agora oficialmente. São duas semanas para resolver e terminar tudo, dois fins de semana para me libertar de tudo isso. Aí é viagem, e a viagem é despedida. De tantas coisas. Tudo parece estar acabando... não é apenas um semestre, um ano. É a faculdade se esvaindo, os amigos se dispersando pelo mundo - inclusive eu, me perdendo. Me perdendo... Perdendo a linha. Quanto medo! Não sei de onde veio, mas sei quando. Me inundou completamente e não sei mais o que quero. Quero porque queria, e queria tanto. Mas não consigo lembrar por que. Eu só queria mais tempo... mais tempo. Mais fins de que semanas, mais festas que trabalhos, mais dias de sol que de chuva. When every single day will never feel the same a single minute can't be wasted.

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tac.

quinta-feira, outubro 30, 2008

insomnia

"Bem, considerava Clarissa, lendo Barão Marbot às três da madrugada, porque não podia dormir, isto prova que ela tem coração"
Bem, considerava, lendo Mrs Dalloway às três da madrugada, porque não podia dormir, isto prova que sono e insônia são sensações perfeitamente compatíveis. É um conflito que me dá vontade de chorar. Não consigo dormir, faça alguma coisa! Não, injusto. Não sou a única insone: vá, vá ouvir música até pegar no sono. Vou tentar, igualmente. Se estivesse aí, teria adormecido, talvez. Mas prefiro estar aqui, mesmo com os olhos semiabertos. Mesmo com os olhos apertados, perdendo a iluminação da pequena lâmpada por alguns segundos quando viro a página. A agonia transforma-se em um dormente divertimento. Ler quase dormindo é quase sonhar. Mas um sonho bem escrito, tocante. Sinto a felicidade de Rezia, sinto o breve abandono da loucura de Septimus - ou seria a loucura torturando-o/a? Me torturo. Deixo a cabeça cair, finjo ser capaz de dormir encolhida ao pé da cama. Não funciona, minha consciência não se deixa enganar, não se entrega. Maldita consciência, abandona-me nos meus atos e me atormenta no sono.

quinta-feira, outubro 09, 2008

pardon

XV, your turn.

sexta-feira, outubro 03, 2008

XIV, here it comes

another chapter comes to an end
- time to write a new one.

terça-feira, setembro 23, 2008

..

you have only your eyes to blame

quarta-feira, setembro 17, 2008

oceano

e parece que tudo pra mim é mais profundo do que deveria ser.

sábado, agosto 30, 2008

prefiro assim;
first things first
second things, later.

agora, ninguém disse que minhas first seriam as mesmas que as suas - mas as last foram.

quinta-feira, maio 08, 2008

tudo/nada

tem alguma coisa
faltando,
as coisas que faço
(e quero querer fazer)
não me realizam
não há estímulo
não enxergo

de repente
me encontrei
perdida.

sábado, maio 03, 2008

hoje escrevi 4 posts,
e apaguei todos.


como se assim pudesse apagar tudo, apaguei.

quinta-feira, maio 01, 2008

spotlight

eu odeio que me leiam
porque sou uma péssima atriz na vida real
não sei mentir, tento esconder
mas sinto que os outros me vêem do início ao fim
inteira, despida
me sinto no centro do palco
e só vejo a mim
só vejo nitidamente para dentro
não consigo despir os outros
que observam de seus lugares na sombra
esperando pelo ato final.

sábado, abril 12, 2008

yang

ironia é minha defesa.
tenho medo de ser menina;
me visto de homem
e, com charuto na boca,
faço gracejos.

sexta-feira, abril 11, 2008

interface

Meu discurso é algo descolado de mim.

Meu corpo é algo descolado de mim. Não sinto que sou corpo. Sinto-me meu discurso.
Formulo, expresso, e às vezes esqueço que sou física, orgânica, tátil. Dialogo, e pareço ter forma, identidade, pareço existir. Mas de repente lembro que tenho rosto, voz... e me incomodo. Cedo ou tarde, é essa matéria o intermédio entre o eu-idéia e o mundo, o outro.
Sinto-me mais eu quando meu corpo não está presente.
Sou mais livre sem me confinar a ele.

confissões a um estranho

"não acho essa fotografia uma das melhores, em termos de técnica, enquadramento, etc... mas a modelo e o momento, fizeram algo comigo.
(tenho licença literária pra separar sujeito de verbo)"

"aí a vírgula é uma pausa. não gosto de regras totalitárias.
(elas estão aí pra gente quebrar de vez em quando. não sempre, se nào perde o sentido)"

- tento escrever poesias e sambas , eu disse tento .
"é. eu tento escrever jornalismo.
e brinco de escrever.
todo mundo deveria escrever. ou tentar. ou brincar."

"meus pais eu entendo, é conservadorismo (eles nem sao consevadores em tudo, mas nisso sao)... mas tenho dificuldade em aceitar jovens conservadores"

"eu sou uma instituição particular e pequena, a qual não vale a pena classificar."

"to meio estilo literário hoje, não liga. nada que digo é absoluto, meramente me parece bonito."

"gosto do tom. é do chico que ainda nao aprendi a gostar... se bem que esses dias um amigo cantarolava uma música que disse ser dele; eu conhecia pelo toquinho. e eu gosto do toquinho, e gosto da música em questao."

"bom, resta saber se a carolina do seu jorge era uma carolina ou uma carolina.suponho que seja uma carolina."

"não sei... se a arte está além do conceito de brega. no sentido que o conceito nao a atinge.
acho que nao, atinge sim."

"e na verdade, tem coisas tão puras e simples que não podem ser consideradas bregas. é como considero as músicas do começo da fase de sucesso dos beatles.
(pra citar o estereótipo meu)"

"depois posso falar de como o falcão em determinado momento poderia não ser brega, mas a exarcebação do brega, hoje, já se tornou brega."

"sim. honey, dear, darling, sugar.
s
ão meus vocativos ."

"preferia falar de oscar wilde
ou não falar de nada"

"nao sei se acredito em deus
quanto mais em deuses."
- dizem que ha muitos deles .
"dizem que paulo coelho é ótimo."

"odeio sacar dinheiro."

"dancei algumas, cantei marisa. só não sei sambar, mas se resolve."

"comecei a viajar numa coisa que eu tinha que escrever
mas nao dá tempo, preciso dormir."

"vou fazer pot-pourri dessa conversa."

quarta-feira, março 26, 2008

cursed

Vivo num mundo de fantasmas.
Escondo-me entre livros, papéis e roupas espalhadas. Tenho medo de arrumar meu quarto. Mas tudo que escondo é para ser encontrado. Queria que os fantasmas pudessem entrar em meus pensamentos, não apenas pairar neles. Entrar e ver a si mesmos como os vejo. Ver-me, vendo com meus olhos. Não quero facilitar, abrir a porta. Tranco-a, tranco-me, apóio a testa nos joelhos e espero. Não gosto de roubar em meus próprios jogos. Abraço meus fantasmas, torno-os táteis com almofadas. Não são os de quem já morreu, ou se perdeu. São as fôrmas do avesso, as idéias que vieram depois. Anos depois. Minha mente é uma fábrica de fantasmas. Crio minha casa assombrada, encho-a de companhia liquefeita. Afogo-me e não sei como torná-los sólidos. E quando eles encontram seus corpos, confundem-se, confundem-me. Não posso vê-los; perco-me. Desaprendi carne e osso.

sexta-feira, março 21, 2008

o que escrevo de melhor,

não posso dizer.

terça-feira, março 18, 2008

eu gosto tanto do frio.
ele anda tímido,
mas me deu hoje um sorriso
quando te vi de moletom.

quarta-feira, março 12, 2008

planta baixa

tudo aqui repousa no mesmo nível.
as escadas não me pertencem,
possuo apenas três degraus.
tão pequenos;
me protegem?

da estrutura

Não lembro de sentir minhas paredes tremendo.

Hoje as nuvens o fazem e as paredes também. Mas não estou mais tão inclinada a desabar. Sento-me em meio a coisas que podem cair por sobre e ouço o garoto menos provável a cantando para mim.

São apenas cortes de papel.
Eu não deveria me desgastar
Por causa de coisas pequenas
do jeito que eu faço.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

diário de pensamentos secretos

11/09/07 (maldosos)

1. O que ele está olhando? Me achou um símbolo capitalista com meu Ray-ban? Ele pode estar ouvindo reggae, mas ainda está com mp3 player e fone no ouvido.

2. Sem esse nariz ele talvez fose bonito. Na verdade, pareceria uma menina. E com ele, parece um fauno.

3. Depois de ler Harry Potter parece tão sem sentido chorar por uma pessoa que existe de verdade...

15/09/07 (sentimentais)

1. Eu ficaria feliz com outras pessoas. Mas eu sei que gosto de ti porque você me faz sofrer, porque dói. Só você me faz chorar.

16/09/07 (superficiais)

1. Às vezes eu me sinto tão pequena; às vezes tão grande.

segunda-feira, julho 09, 2007

é meio engraçado.

Quando você reconhece a pessoa à sua frente, mas não a você mesmo.
Você que mudou,
Ou você que é um personagem no momento;
é bem engraçado.

No fim das contas, um pouquinho de insanidade não faz mal a ninguém.